O facto de um treinador ter boas noções individuais sobre a técnica e boas análises biomecânicas do processo do movimento, não conduz automaticamente a uma compreensão teórica e prática de como ensinar um jogador mais rápida e economicamente a técnica, e sobre tudo, de como ensinar a integrar essa técnica adquirida como um todo no seu rendimento desportivo.
No entanto,
não é possível realizar um treino moderno com êxito sem conhecimentos teóricos
avançados.
Tem de se ter
em consideração que a técnica no ténis só se pode desenvolver de forma adequada
quando é entendida como uma parte de um sistema global.Isto significa que em
qualquer fase do processo de desenvolvimento de um jogador há que trabalhar não
só a técnica mas todo o sistema, que é constituído por todas as componentes do
treino (técnica, táctica, físico, mental e condições sociais).
O
desenvolvimento de cada um dos componentes de treino influencia positivamente
no desenvolvimento de todos os outros, mas também pelo contrário, qualquer
debilidade numa dessas componentes impede automaticamente o desenvolvimento
óptimo em todas as outras.
Em tudo isto a coordenação desempenha um papel principal! Uma coordenação e velocidade de coordenação (agilidade) excelentes não só constituem um dos factores fundamentais mais importantes na aprendizagem da técnica, mas também ajudam a fazer a ponte relacionando os pilares da condição física e da técnica (Fig.1).
Quando a
coordenação está insuficientemente desenvolvida a ponte cai, e diminui a
relação harmónica entre a técnica e a condição física. Qualquer tipo de força
ou velocidade só pode ser integrado na técnica mediante a coordenação, sobre
tudo aqueles casos em que implica muitos movimentos do corpo, equilíbrio, ou
gestos técnicos realizados a uma grande velocidade (Fig.2).Pelo contrário, se falta condição física no treino ou num jogo, produz-se um efeito negativo sobre a aprendizagem da técnica e sobre a sua aplicação. Um défice de força, velocidade ou resistência limitam a capacidade individual de aprendizagem e rendimento (Fig.3).





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